segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Irra!!!!!

Tenho estado a tentar perceber o que se passa com este povo português que não vota!
Tentei durante todo o dia não pensar no assunto, não consegui...
Nas eleições anteriores ok, está bem, eram para o Parlamento Europeu que a muitos portugueses pouco ou nada diz, mas estas???? E a abstenção foi ainda mais alta?????
Penso, observo o que se passa à minha volta, volto a pensar e a única coisa coisa que me passa pela cabeça é:
Cambada de preguiçosos!
Desculpem lá, mas gostava mesmo de perceber o que leva as pessoas a absterem-se de votar e depois ouvir alguns desses a criticarem o que se passa no país!
Será que não têm consciência?
Custa assim tanto tirar uns minutos, umas horas que sejam para votarem?
Não importa em quem votam ou se votam em branco, mas votem!
Preferiam não ter esse direito????
Há coisas que me irritam mesmo! Estou mesmo irritada!!!!!!


Greenday




Só porque gosto...

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Rotundas

Já não era sem tempo.
Rotunda é rotunda, jardim é jardim. O seu a seu dono.
Os "ornamentos" postos nas rotundas muitas vezes tapam a visibilidade e podem ser causa de acidentes.
Para isso foi preciso encomendar um Manual de Dimensionamento de Rotundas – um documento elaborado pela Universidade de Coimbra (UC) e pela Estradas de Portugal (EP).
Serão precisos assim tantos estudos para saber que rotunda que se preze deve ser limpa e com visibilidade? Que não precisa de ter cascatas, bancos de jardim (já uma vez vi um banco de jardim e pensei que agradável seria passar ali uns momentos do dia, o pior seria mesmo como lá chegar!!!!), colunas... só falta mesmo porem campos de ténis!
Já para não falar nas negociatas pouco claras para as várias obras de embelezamento.
Em 3 anos assisti, em 2 rotundas por onde passo todos os dias, a 4 remodelações!!!!
O que leva a pensar que se as Câmaras podem fazer todas estas remodelações é porque lhes sobra dinheiro…. Hein?!
A notícia aqui

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

2nd edition 2009

Conversa do chefe para me amaciar.... sim ando uma feraaaaaaaaaaaaaa.
Assim do nada a tirar um café:

Ele - Vai hoje ao 2?
Eu - Ah? (mesmo caindo da lua aos trambolhões)
Ele - Se vai hoje à noite ao 2?
Eu - Nã, acho que não.
Ele - Porque? (hábito velho que não perde)
Eu - Pois que ando cansadita, vá-se lá saber porquê...
Ele - Tb tenho dormido pouco
Os meus botões e eu - mas o que é que o sono tem a ver com esta combersa????? Tenho dormido bem, estou é cansada de tanto trabalho!!!!!
Eu - Ah sim, isso é que é pior,... (que é que haveria de responder???? que por isso é que anda com uma impaciência que não se aguenta??????)

Isto a propósito de mais uma edição de Back to Crazy Old Times!
Hoje, mas… não vou.
Não estou na melhor forma
O velhinho 2 vai ter que me desculpar mas hoje… o cansaço invadiu-me e este fim-de-semana deve ser violento...
Fica um excerto do convite do grande e incansável organizador para mais tarde recordar:
“devem trazer convosco as vossas jeans mais velhinhas , as vossas guitarras mais afinadas e as vossa mentes mais crazy !”















Fica para a próxima!

Dilemas...

Tenho andado a pensar mudar de casa, nada de mudanças drásticas, é no mesmo prédio mas uns andares acima.
São umas trocas e baldrocas costumeiras com um dos meus irmãos que gostava de ficar com a minha.
Já a fui ver e adorei, mas a proposta que estava a pensar fazer não me parece que vá pegar e, enquanto o meu irmão vai e não vai ver o apartamento, tenta perceber da urgência ou não da venda,... o tempo vai passando... Sei que há mais interessados...

Ontem vinha a chegar a casa com a minha filha e na porta das garagens estava um pequeno anúncio da venda do dito apartamento...
Eu - Aiiiiii

A minha filha repara e diz muito rápido "Mãe, tire o papel!"

Eu a pensar na educação, minha e na dela, e no exemplo que lhe deveria dar:

"Não, isso não se deve fazer e se a casa tiver de ser minha é, sem rasgar o papel!"

Mas sempre a hesitar entre entrar, fechar a porta e deixar o papelucho do outro lado ou tirar o dito (de um lado o anjinho, do outro o diabinho)

E a voz do diabinho, leia-se filha, "Ó mãe vá lá, não gosta mesmo muito da casa? Não tem aquela varanda com que sonha?"

E eu, fraaaaaaca, lá tirei o papel, com pouco jeito e quase a medo.... ´com a minha filha a dizer:

"Vá lá, tire o papel, não dói nada, não tem mesmo jeito para estas coisas"

Doer não dói, mas ainda hoje estou a pensar nisso...

Será que vou ser castigada????
Com a "mania" que conheço todas as pessoas, lá conheci mais uma desconhecida conhecida....
Mais uma da minha capacidade de memória visual!
E continuo a pensar donde a conheço, irra qu´isto é irritante rrrrrrrrrrrrr

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Ao fim do dia entro no prédio onde vivo e é um cheirinho delicioso a cozinhados vários. Não aquele cheiro a comida enjoativo, com fritos à mistura, mas sim o cheiro a estufados, guisados e qualquer coisa no forno.
Começa logo na entrada, em casa da porteira (sim sou uma sortuda, o prédio ainda tem porteira!), a quem já disse várias vezes que qualquer dia bato à porta para jantar.
Quando chego ao andar onde moro novo aroma culinário e fico a pensar: “é raro de minha casa vir um aroma culinário durante a semana…”.
Não sei se tenho saudades mas sinto falta de qualquer coisa…
E dou de novo a dizer para mim mesma: “nunca estamos satisfeitos com o que temos, é verdade. Se antes havia dias em que reclamava que tinha de ir cozinhar, que não sabia o que ía fazer para o jantar, agora sinto falta disso!."

Somos mesmo insatisfeitos…

sábado, 19 de setembro de 2009

Setembro


Estes dias de Setembro põe-me nostálgica.
Dou comigo a lembrar-me das férias em criança, em que passávamos o mês todo na quinta dos meus avós maternos em Trás-os-Montes (as aulas só começavam a 7 de Outubro).


Numa dessas férias o avô propôs-nos ir trabalhar para as vindimas e a apanha da amêndoa com as condições: trabalharmos exactamente como os outros trabalhadores, não podíamos desistir a meio da jeira e tinhamos de trabalhar a sério. Começar às 7h da manhã e largar às 16h com 1h30 de almoço. Se estivéssemos perto de casa almoçávamos em casa se não, levávamos merenda como os outros e comíamos no campo.

Íamos para o trabalho a pé ou de carroça puxada por um macho como todos os outros, essa era a melhor parte!


No inicio de Setembro começávamos a apanha da amêndoa naqueles montes escarpados de terra e xisto com um sol abrasador, quando era dada a ordem para iniciar a vindima (quem decidia eram as casas inglesas que nos compravam o vinho do Porto ou melhor, o vinho Fino), passávamos para a vindima e , se por acaso começasse a chover íamos para o salão da amêndoa descascar, separar e partir a amêndoa para ser vendida.


Na amêndoa os homens varejavam e carregavam os cabazes, as mulheres apanhavam a amêndoa do chão.

Na vindima eles despejavam os cestos e carregavam os cabazes que depois eram levados para o lagar de carroça, elas cortavam os cachos de uvas com uma navalha.


O que mais custava era o sol (40º à sombra era normal) e a dor nas costas de andarmos sempre dobradas, por isso as minhas primas e eu começámos a inventar e descobrimos que conseguíamos apanhar as uvas sentadas em metade dos cestos!

Todos gostávamos imenso destes trabalhos, apesar de ficarmos completamente de rastos, e não me lembro de nenhum de nós desistir a meio de uma jeira ou mesmo da temporada toda. Era um rancho grande e o trabalho era feito todo com brincadeiras, cantorias e boa disposição. Por exemplo, se aparecesse algum “estranho”, mesmo que fosse da casa, uma das mulheres ía dizer-lhe uns versos e ele tinha de pagar multa: cigarros para os homens e rebuçados para as mulheres.


Quando o dia acabava íamos para o lagar ver fazer o vinho e ajudar se fosse preciso. Aqui havia um pormenor, as raparigas tinham de ir quase à sucapa porque não tinham licença do avô para estar no lagar… Normalmente nós, as raparigas íamos ajudar a nossa querida A. a preparar tudo para o jantar (além dos 13 também havia os “crescidos”) ou dormitar, ouvir histórias e brincar na eira ou pela quinta com os filhos dos trabalhadores. A parte que não gostávamos mesmo nada era o toque do sino ao fim do dia, estrategicamente colocado para ser ouvido em toda a quinta, consoante a hora tinha o seu recado a dar-nos; almoço, lanche e o do fim do dia…. Banho! Era sempre uma guerra para ser o último!

Nos tempos livres e quando não havia trabalho ao fim-de-semana (se o lagar estivesse a meio tínhamos de vindimar para o encher) fazíamos as nossas brincadeiras favoritas, andar de bicicleta por aqueles montes fora em perfeitos caminhos de cabras ou mesmo sem haver caminhs e sem travões, concurso para ver quem conseguia atravessar a ribeira de bicicleta sem cair a meio, guerras de andas, matraquilhos e índios e cowboys (raparigas - índios, rapazes - cowboys), cada um tinha 2 fortes, 2 do lado direito da ribeira e 2 nos montes por trás da casa. Fazíamos ataques uns aos outros às vezes com flechas e setas quase verdadeiras (agulhas de tricot com as pontas afiadas no ferrador da vila). Fazíamos também a segurança da entrada de pessoas na quinta e, não havia telemóveis, quantas vezes o meu avô estranhando o atraso de amigos em chegar não teve de ir ver o que se passava na estrada de terra que ligava a quinta à estrada principal!... "Avô eles não sabem a senha não podem passar"! E o avô, cheio de paciência, lá pedia desculpa pelas garotices e resolvia o assunto.
Outras vezes um dos adultos mais atentos lá via numa das subidas da estrada de terra que havia uma mancha fora do normal (eramos nós) e ía ver o que se passava...



São tantas, mas tantas recordações deste tempo…

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

12 de Setembro de 2008

Não é que deixei passar a data do aniversário da abertura desta chafarica?!?!?!

12 de Set de 2008 às 9h14 nascia esta pérola da escrita!

Não sei quanto tempo mais vai durar... Sei que tenho sorrido, rido, chorado...

Aprendi algumas coisas (não só as tecnológicas!) e desabafei muito o que só me tornou mais leve... nunca pensei escrever algumas coisas que por aqui estão, ao reler algumas nem me parece que tenha sido eu a escrevê-las... é estranho.

E, nunca é demais escrever, algumas amizades nasceram também aqui.


Ora pois PARABÉNS à chafarica!

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Zen?...

Recomeçam as rotinas de sair cedo e chegar tarde a casa, a organização doméstica, os estudos, as actividades, enfim o inicio de mais 1 ano escolar e de trabalho.
Curiosamente dei comigo a não stressar com o que me esperava no trabalho.
O ter de andar aos papéis literalmente e acompanhar o dia que passa, não me irritou nem fez com que me zangasse com ninguém…
Zen, pensei que não era a super mulher a que o boss, por ex., está habituado. Não posso ser nunca, talvez ache o contrário, porque está habituado a que tudo o que pede seja feito na hora, apareça com um estalar de dedos ou como gosta de dizer “basta 1 clic”… Vai ter de se habituar a esperar…
Mas contas feitas hoje até consegui ler e arrumar as centenas de mails que tinha, adiantar a marcação das reuniões do próximo mercado que é já em Outubro, fazer a rotina do dia-a-dia…


Zen, estarei a ficar zeeeennnnn?...

terça-feira, 15 de setembro de 2009

terça-feira, 8 de setembro de 2009

A "reportagem" prometida!

Foram uns dias fantásticos em excelente companhia e com algumas peripécias.
As peripécias começaram logo à partida com uma revista de corpo aleatória… Quem foi a escolha aleatória, quem?
Eu, é que tinha mesmo de ser eu!!!!
A Turquia é um país estranho e fascinante, devíamos ter ido 2 semanas, uma para explorarmos melhor a região e a outra para descansar e tirar o máximo de proveito do hotel que é fabuloso.


Não conseguimos ir à Capadócia e a Pamukkale para isso teríamos de ficar a dormir pelo menos 1 noite na Capadócia, mas fomos a Antalya uma cidade Otomana...


Praça do Império com a estátua de Ataturk












Entrada para a cidade Otomana








Vista da cidade Otomana para o porto e a parte nova de Antalya






Praia perto do porto de Antalya





...e a Side (que significa romã), uma vila piscatória construída sobre ruínas romanas e conhecida pelo templo de Apólo. Foi a localidade que mais gostei, pareceu-me das que vi a mais típica, com uma vida, um colorido, restaurantes e esplanadas fabulosas tudo nas escarpas por cima do mar.

Side teatro romano








Vista do anfiteatro e uns camelos...





Parte do anfiteatro







Em frente do templo de Apolo esta discoteca!



É espantosa a vida comercial tanto em Antalya como em Side e parece-me que em toda a Turquia. As lojas abrem às 9h e fecham às 23h, o preço tem de ser sempre regateado, podem não acreditar mas até nos supermercados e farmácias se regateia o preço! É extenuante…
O turcos, esses nem nos deixam dormir, uma canseira, a noite toda enrolados, atravessados e de manhã quando acordamos temos as marcas no corpo… dos lençóis turcos que usam para dormir!
Mas os turcos, homens, não lençóis… esses também não nos largam e as peripécias com alguns deles são hilariantes, as miúdas nem queriam acreditar nos piropos permanentes (aqueles que compreendíamos porque muitos eram em turco, e bem nos podiam insultar…).
Tivemos peripécias com um vendedor de peles que não nos largava e baixou o preço mais um bocadinho e oferecia-nos o casaco, a esse pusemos o nome de Radesh (= ao trafulha da telenovela da SIC), era um melga. Havia o simpático de uma tenda em Antalya com um provador inimaginável, mas onde a minha filha conseguiu provar umas calças típicas, o contabilista atrevido de uma loja em Belek (vila ao pé do hotel onde ficámos), o cavalheiro da loja de malas e carteiras…. Nestes 2 últimos já eramos conhecidas de tantas vezes lá termos ido.
Na generalidade são simpáticos, mas muito melgas, sempre a puxarem as pessoas da rua para entrarem nas suas tendas ou lojas e existe um problema de comunicação, pois a maioria não fala inglês. Grande parte dos turistas são russos ou alemães, por isso os idiomas mais falados são o russo e o alemão, mas quando é para vender… tudo serve!

Outra das peripécias foi a ida a Side. Tínhamos combinado com o operador ir ter com ele para nos levar a um táxi fora do hotel com um preço mais razoável, mas nem ele nem nós sabíamos que os taxistas lá funcionam quase como uma máfia. Resultado o taxista que nos viu estar à espera de alguém na rua, seguiu-nos e obrigou-nos a parar. Depois de muita conversa em inglês e turco lá percebemos o que se passava e acabou, depois de combinado o preço, por ser ele a levar-nos. Agora o táxi era indescritível, até um ambientador automático tipo Brise tinha, lançava o seu cheiro de x em x tempo tipo gambá! As miúdas não paravam de rir e gritar com o cheiro a lavanda!




Eis a prova!



É um país que se vê que está em mudanças permanentes, em grande desenvolvimento e com preocupações de futuro, por ex., a maioria das casas que vimos, mesmo com aspecto de bairro social têm painéis solares.
Ah, outra coisa que reparei é que na televisão não há diferença de volume quando passam os anúncios! Muito mais agradável, sem dúvida e quem sabe mais civilizado?...

O hotel era fabuloso, enoooorme, com tudo o que se possa imaginar, 5 piscinas, uma com escorregas, 7 restaurantes, petisquices o dia todo ora no restaurante principal ora no bar da praia, pastelaria, gelataria, ginásio, sauna, banho turco, massagens, aulas de dança, 2 discotecas, uma ao ar livre, várias actividades aquáticas, sei lá, era um mundo, por isso precisava de mais 1 semana lá!



Algumas fotografias da vista de um dos nossos quartos






Resumindo foi:
Compras – Non stop… eram sempre as últimas, mas… aparecia sempre mais qualquer coisinha!
Praia, piscina, pastelaria, banho turco, bistro 24h, gelados,…
Turismo – o possível e sempre com muita peripécia
Companhia – não podia ter sido melhor e além da nossa grupeta de 5 conhecemos um casal com uma filha de quem ficámos amigos


À chegada a Lisboa tivemos a agradável surpresa de ter à nossa espera 2 amigos o que é sempre muito, mas muito bom mesmo!
(É bom partir para chegar)

Agora resta mais 1 semana de férias em que, além dos afazeres de inicio de ano lectivo e das inevitáveis máquinas de roupa, vou tentar descansar… e pôr em dia as espreitadelas dos meus blogs preferidos!